Na terça-feira, fiz minha primeira consulta com um psicólogo após um bom tempo.
Eu senti que era o momento de buscar ajuda. Estava tendo várias crises de ansiedade para andar em público e, no geral, sentia que minha vida estava sendo vivida, na maior parte do tempo, de maneira triste.
Após sair da consulta, eu tive uma sensação de respeito próprio muito grande. Após colocar todas aquelas coisas para fora, pude perceber que eu mereço me cuidar, que tenho possibilidade de melhorar e, acima de tudo, que me respeito um pouco mais agora.
E, desde então, estou sem recaídas. Eu sei que faz pouco tempo desde a consulta, mas, dessa vez, sinto que, apesar de ter feito apenas uma consulta, algo dentro de mim está diferente. Estou observando os meus pensamentos com mais atenção e compaixão, estou tocando guitarra e escutando músicas com estilos mais alegres. Não estou forçando uma positividade falsa, mas estou trabalhando para me manter estável e afastando qualquer pensamento depreciativo ou que me leve a ruminar por várias horas.
Eu entendo que tudo isso é um processo e estou me esforçando para ficar bem, fazendo o melhor que eu posso, usando minha espiritualidade e as coisas em que acredito a meu favor.
Certas coisas do mundo eu realmente não posso controlar. Eu sei que existem muitas coisas tristes acontecendo o tempo todo. Mas, se for analisar, cerca de 90% das baboseiras na internet não passam de baboseiras. São notícias de coisas inúteis, fofocas, brigas sem motivo aparente.
Recentemente, vi alguns posts de pessoas discutindo sobre os pelinhos minúsculos no rosto de uma personagem que aparece no trailer do novo Resident Evil: Code Veronica. Mano? Olha a que ponto nós chegamos. Videogame é para ser algo divertido e, se isso não te diverte, é só ir fazer outra coisa.
E, ultimamente, apesar de toda a minha melancolia e tristeza com relação a muitas coisas, eu consigo ver o outro lado da moeda. Essa clareza mental absurda e, às vezes, até hilária com relação a muitas coisas da vida e da psique humana é extremamente interessante. Estou tendo diversos lapsos de momentos em que simplesmente acho muito engraçado pensar sobre o porquê de fazermos o que fazemos.
Enfim, sigo trabalhando para ser uma pessoa melhor e mais feliz.
No momento, eu não defino a felicidade como algo alcançável ou que dependa de fatores específicos para ser atingida.
Eu acredito que a felicidade é simplesmente o nível de contentamento que a pessoa pode ter com relação à sua vida. E, sim, vão existir momentos de estresse, tristeza etc. Mas o ideal é trabalhar para criar ferramentas e repertório suficientes para lidar com essas coisas. É estar ativamente focado em otimizar essas questões específicas. É ter a capacidade de perceber um pensamento "ruim" chegando e escolher. Ter o poder de escolher interagir com ele ou não.
Então, se você me perguntar neste momento se eu sou feliz, vou te responder que estou contente com a minha vida e que sou muito grato por simplesmente estar vivo, aqui e agora.
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